1 may. 2016

Te recuerdo Amanda - Victor Jara

Víctor Jara (Chile, 1932 - 1973). Siempre vivo en la memoria de los que luchan por la libertad!

Luego del golpe de Estado que derrocó al gobierno, democráticamente electo de Salvador Allende, el 11 de setiembre de 1973, Jara fue detenido por las fuerzas represivas de la dictadura militar recién establecida. Fue torturado y posteriormente asesinado en el antiguo Estadio Chile, que con el retorno de la democracia fue renombrado «Estadio Víctor Jara».
Esta  canción, Te recuerdo Amanda, la compuso en 1969, cuando todavía era director artístico del emblemático grupo Quilapayún, un sentido homenaje a los obreros de nuestro pueblo.

12 abr. 2016

Pequeña historia - Julio Moncada (poema inédito y cumpleaños)

Hoy, mi padre cumpliría 97 años! Lamentablemente, el azar, el destino o como quieran llamarle, creo yo que los dolores, la impotencia y las angustias, lo llevaron mucho más temprano, a los 64, en su exilio en París.
Pero todos los 12 de abril son su/mi día de especial recuerdo.

Permítanme compartir con ustedes algo que hace parte de mi más íntima  memoria. Es un poema que mi padre me escribió (en 1963) cuando mi madre y su marido decidieron venir a vivir a Brasil. Yo vivía con ellos, tenía que venir también.

Mi relación con papá fue siempre muy estrecha, muy íntima, un tanto silenciosa -  él, aún más introspectivo que yo - pero muy amorosa y profunda. Alejarnos fue un dolor inmenso. Para ambos. 

Algunos años después volví a vivir en Montevideo, con él y su esposa, la actriz y directora de teatro, Nelly Goitiño. Pero esa es ya otra historia! 
En este día, siempre nostalgioso, les dejo el poema (inédito) que bien expresa su tristeza, escrito en su vieja máquina Royal, de 1945...







24 mar. 2016

Escritores y profesionales del libro por la democracia -

Amigos, especialmente a los amigos de habla hispana, ya que creo que los demás amigos ya firmaron, es importante para nosotros  (y creo, no apenas para nosotros!) la colaboración de todos en un momento tan delicado como este. Firmen por favor, todos los que estén de acuerdo y trabajen por el libro y la democracia! Y pueden compartirla también, agradecemos! Lota Moncada


Escritores y profesionales del libro por la democracia


Nosotros, los abajo firmantes, que escribimos, producimos, publicamos y hacemos circular el libro en Brasil, venimos a manifestar por la defensa de los valores democráticos y por el ejercicio pleno de la democracia en nuestro país, de acuerdo a las normas constitucionales en vigor, en este momento amenazadas.
No podemos imaginar la libre circulación de ideas en otro orden que no sea el de la diversidad democrática, disfrutada de modo creciente en los últimos años por la sociedad brasileña, cada vez más educada y más lectora.
Recordamos todavía fácilmente los tiempos obscuros de la censura a las ideas y a los libros en los 21 años del régimen dictatorial iniciado en 1964.
La necesaria investigación de toda denuncia de corrupción, involucrando a quien quiera que sea, debe obedecer a las premisas de la legalidad y del Estado democrático de derecho.
El retroceso y la pérdida de los valores democráticos no interesan a la mayoría del pueblo brasileño, en el cual nos incluimos como profesionales dedicados a los libros y a la lectura.
Al percibir las conquistas democráticas amenazadas por el abuso de poder y por la violación de los derechos a la privacidad, a la libre manifestación y a la defensa, combinada con la agresividad y la intolerancia de algunos, y al indeseado partidismo de sectores del Poder Judicial, convocamos a los profesionales del libro a manifestarse en todos los espacios públicos, resistiendo a la falta de respeto sistemática a las reglas básicas que garantizan la existencia de un Estado de derecho.
Decimos No a cualquier intento de golpe y, aún más vehementemente, decimos Sí a la Democracia.
(Traducción al español de Lota Moncada)

19 feb. 2016

No me rijo - Não me guio poemas de Lota Moncada

No me rijo  

no me sujeto
a esas reglas
escribo
y es todo un reto

no me rijo
por el quebranto
canto
desafino y corrijo

a veces poema
a veces llanto
siempre dilema
escapo
a mi escondrijo

*****

Não me guio   (tradução ao português minha - 19.2.2016)

não me sujeito
a essas regras
escrevo
e é um desafio

não me guio  
pelo quebranto
canto
desafino e corrijo

às vezes poema
às vezes pranto
sempre dilema
escapo
ao meu esconderijo

15 feb. 2016

Um bom momento pra chorar - Lota Moncada


Era um bom momento para chorar. Sábado, de noite, triste e só. Por que não?

Mas antes, como sou prática e antiga, apegada a alguns rituais, passei a mão no "Manual de instruções" (sim, eu leio sempre Cortázar, ele praticamente não sai da minha cabeceira!), e procurei as “Instruções para chorar”. 
Logo no início, peremptório, diz: 

“Deixando de lado os motivos, atenhamo-nos à maneira correta de chorar, entendendo por isto um pranto que não ingresse no escândalo, nem insulte o sorriso com sua paralela e torpe semelhança.”

Quase desanimo. Sou de poucas lágrimas, mas se abrir os diques que represam minhas mágoas, não tenho como não soluçar convulsivamente, e até, emitir pequenos – ou nem tanto – gritos de franca desesperança. 
E segue: 

“O pranto médio, ou comum, consiste numa contração geral do rosto e um som espasmódico acompanhado de lágrimas e ranhos, esses últimos ao final, pois o pranto acaba no momento em que alguém se assoa energicamente.” 

Tentei seguir ao pé da letra as instruções - com a idade vou ficando mais rigidamente apegada a regras, uma espécie de “colete salvavidas” numa sociedade cada vez mais caótica e em luta consigo mesma por uma diversidade que já era natural no tempo de Adão, Eva e a Serpente. Ah sim, e tinha Deus também! Todos diferentes (e em quase-paz) embora ainda se insista naquilo de <à minha imagem e semelhança>.

 Assim, comecei por contrair meus músculos faciais, todos de uma vez, e deixei escapar o que me pareceu um estertor, mas que pretendia ser um “som espasmódico”. 
O estertor provinha de uma "dor espasmódica", já que na tentativa de contrair  os músculos da face, consegui uma cãibra na bochecha esquerda! 

Não preciso dizer que nem uma lágrima surgiu, muito menos ranhos - esta é a parte boa! 
A falta de exercício, quando menos social, dos músculos do rosto e o fato de estar a maior parte do tempo encerrada em casa com o meu trabalho, me tornaram, praticamente, uma sedentária facial! 
Mas, como sou teimosa e antes que o meu bom momento para chorar fosse embora, decidi partir para a terceira sugestão, sem tanto exagero muscular. 

“Para chorar, dirija a imaginação para si mesmo, e se isto lhe resultar impossível por ter contraído o hábito de acreditar no mundo exterior, pense em um pato coberto de formigas ou nesses golfos do estreito de Magalhães nos quais ninguém entra, nunca.”

Lembrei de uns exercícios de sensibilização, dos que a gente faz nos cursos de teatro, e bem acomodada na minha poltrona (não se trata de sofrer mais do que o necessário!) e com um espelho à minha frente para poder apreciar o progresso - sem ter que apelar para a imaginação - voltei meu olhar mais objetivo para mim mesma, para o meu rosto, que digamos, é uma parte bem aparente de mim mesma. 

Confesso que senti um prenúncio de nó na garganta. Então isso é o tempo? A passagem do tempo? 
Um olhar meio sem brilho, cansado; na pele pequenas manchas adquirindo volume, se espalhando por aí; algumas marcas perto dos lábios, as quase imperceptíveis, dizem  (e por que as estou vendo então?), rugas de expressão...
Senti meu objetivo olhar embaçar e um líquido lento e morno coreografar uma rota de fuga.   

Um esgar, apenas percebido, me contraiu a face e tateei o peito em busca dos óculos (mais um sinal do tempo!), tentando me convencer de que o escurecimento repentino da visão era devido a sua ausência. Mas não estavam lá. 
Então, aproveitando o ataque de compaixão que estava me afogando, mais o fato de ser sábado, de noite, estar triste e só, “cobri o rosto com decoro, usando ambas as mãos, com as palmas viradas para dentro” e chorei, copiosamente, “em média, três minutos”.

Francamente Cortázar, será que o pato coberto de formigas ou os golfos do estreito de Magalhães teriam causado o mesmo efeito?




*Os trechos entre aspas são de "Instruções para chorar" parte do conto "Manual de instruções" de Julio Cortázar publicado no livro "Historias de cronopios y de famas" (Alfaguara-1962). 
A tradução (livre) ao português é minha.

14 feb. 2016

Ah, o amor... - Lota Moncada

não de amor
não se morre
(nem de desamor)
só de morte
bem morrida
sem depois
meio triste 
e sem glória 
essa anônima 
história (comum)
ninguém chora 
rasga vestes 
suspira ou ostenta 
um luto fechado
nem mesmo 
o sujeito implicado 
que depois de uma
noite mal dormida
alisa o amarrotado
apronta sua bateria 
e atira pra todo lado

13 ene. 2016

Algures quiçá - L. Moncada





olho pra trás
você se desfaz
na turva memória
que teima em passar

                       algures quiçá

giro o olhar  
órfão de ti
por todo lugar
do bar ao barco
prestes a zarpar
do mar à mata
detrás dos rochedos   
debaixo da cama        
                     
                       alhures talvez

músculos tesos
aguço o ouvido
fora os gemidos
do meu coração
tão somente o eco
embalando a paixão      
e repetindo sem nexo
te iludes te iludes
amores já não

                    nenhures nenhures









8 ene. 2016

Espiral - L. Moncada (español)

un  día  después  de  otro
caigo  me  levanto
sufro  lloro  me  espanto
una  repentina  caricia
memoria  remota
un  abrazo  un  cariño
río  no  duermo  sueño
grande  se  vuelve  pequeño
pequeño  huye  en  el  tiempo
sonrisa  abierta  hace  señas
descubro  siento  me  alegro
piedra  rodando  infinito  girar
un  día  después  de  otro




25 oct. 2015

Queria tanto - L. Moncada

queria tanto
ter palavras
brandas tenras
meigas doces
palavras lhanas
de esperançar
palavras amenas
para ninar

mas qual...
tudo o que
a garganta abriga
é grito silente
o avesso do verso
é fadiga  é ritual
de lenta despedida



9 oct. 2015

Carícia borboleta - Lota Moncada (2008)

Escondida de todos os olhares
aqui, onde minhas mãos a protegem
tenho uma carícia.

É suave, alada, e tem da minha pele
o calor trêmulo que a faz humana.
Voará logo, eu sei, pressinto.
Inquieta, saltita entre meus dedos
buscando pousar em teu corpo,
fazer parte da tua alma.
Me olhará então, desde teus olhos,
voltará a mim em teu sorriso,
e novamente, entre minhas mãos
- doce, colorida, morna, nunca minha -
baterá asas de esperança deixando
um sopro de pele, um sorriso leve,
um coração alado.

27 sept. 2015

O silêncio das paredes - L. Moncada


E falo com elas, teimosa falo,
mas nada… Somente o silêncio.

Às vezes, uma mancha disforme,
umidade, camaleônico bolor
e seu hálito, me soam resposta.

E pergunto, obstinada pergunto,
aguço o ouvido… Só o silêncio.

Por instantes, o som surdo
de passos perdidos, pegadas
sem marca, parece responder.

E velo, insone vigio,
plena de escuta e mutismo.

Um segundo passa como corredeira,
arrasa fiapos de vida.  Em seu lugar,
ausência, isolamento, medo.

E ainda assim, espero, vitimizada
espero, me odeio e espero. Em silêncio.

12 sept. 2015

3 ago. 2015

Contra los puentes levadizos - Mario Benedetti


Poema 3

Puedo permanecer en mi baluarte
en ésta o en aquella soledad sin derecho
disfrutando mis últimos
racimos de silencio
puedo asomarme al tiempo
a las nubes al río
perderme en el follaje que está lejos

pero me consta y sé
nunca lo olvido
que mi destino fértil voluntario
es convertirme en ojos boca manos
para otras manos bocas y miradas

que baje el puente y que se quede bajo

que entren amor y odio y voz y gritos
que venga la tristeza con sus brazos abiertos
y la ilusión con sus zapatos nuevos
que venga el frío germinal y honesto
y el verano de angustias calcinadas
que vengan los rencores con su niebla
y los adioses con su pan de lágrimas
que venga el muerto y sobre todo el vivo
y el viejo olor de la melancolía

que baje el puente y que se quede bajo

que entren la rabia y su ademán oscuro
que entren el mal y el bien
y lo que media
entre uno y otro
o sea
la verdad ese péndulo
que entre el incendio con o sin la lluvia
y las mujeres con o sin historia
que entre el trabajo y sobre todo el ocio
ese derecho al sueño
ese arco iris

que baje el puente y que se quede bajo

que entren los perros
los hijos de perra
las comadronas los sepultureros
los ángeles si hubiera
y si no hay
que entre la luna con su niño frío

que baje el puente y que se quede bajo

que entre el que sabe lo que no sabemos
y amasa pan
o hace revoluciones
y el que no puede hacerlas
y el que cierra los ojos

en fin
para que nadie se llame a confusiones
que entre mi prójimo ese insoportable
tan fuerte y frágil
ese necesario
ése con dudas sombra rostro sangre
y vida a término
ese bienvenido

que sólo quede afuera
el encargado
de levantar el puente

a esta altura
no ha de ser un secreto
para nadie

yo estoy contra los puentes levadizos.

13 jul. 2015

Resenha sobre Palavras Palabras (Curitiba, 19.7.2012) de Maria Benites Gusman

Sucesso no Recital de Poesias ocorrido em 19/07/2012 em Curitiba, PR. no Miniauditório do Teatro Guaíra. 


Aconteceu ontem um RECITAL DE POESIA, nesta Curitiba - PR, no MiniTeatro Guaíra, com a participação exclusiva da poetisa Lota Moncada, denominado PALAVRAS, PALABRAS. 
Foram momentos de reflexão e encantamento, onde a autora revelou a intenção de valorizar as palavras e os gestos como recursos da comunicação, revelando sentimentos. Soube definir com elegância, graça e sabedoria, as etapas de vida do ser humano, a partir da infância, maturidade e as implicações que se revelam na terceira idade. Sua poesia destina-se a todos que apreciam o belo; agrada a todos, eis que inclui exemplos reais de vida, a partir de como a poesia se revela simples e complexa ao mesmo tempo..."tal e qual o esperto felino que brinca com o novelo de lã, desfazendo-o com a leveza dos seus toques" e tão logo, é preciso recolhê-lo para o recompor novamente.


Especialmente atentos, o recital foi abrilhantado por uma clientela elitizada, convicta de que haveria uma boa oferta literária, pelo reconhecimento de Lota Moncada . Podemos concluir que a poetisa traz consigo a força da inspiração; uma mulher segura de si, com sentimentos intensos e domínio das mensagens que transmite. Enfim, uma poesia reveladora de conceitos, valores e atitudes, peculiares a todos nós.  


Maria Benites Gusman / Crítica em Artes. 20 de Julho de 2012.

12 jul. 2015

Lua cheia / Luna llena - poema/letra: Lota Moncada /música: Ronald José Magalhães

Desenho de Troche
Mais um poema meu que um amigo transforma em canção! 

Apresento a vocês, em primeira mão, o "chorolero" - mistura de choro e bolero, nas palavras do compositor, músico, poeta e amigo 
Ronald José Magalhães :  Lua cheia / Luna llena 
(sim, é em português e espanhol!) sobre poema meu.

Gostei muito! Ele captou muito bem a discreta 
melancolia do poema, e esse arranjo de flauta, 
do Jerônimo Colbert Bello, caiu como uma luva! 

Curtam, divulguem, peçam bis! 


27 jun. 2015

Desconsuelo - Lota Moncada ( a Uruguay - 27.6.1973)


Para escuchar el poema grabado por mí: Desconsuelo

No, por favor,
no me consueles
déjame sufrir
que es noble la causa
que la pena es limpia
y aligera el alma.
La fina tristeza
como lluvia mansa
lava, prepara, encanta,
desliza suavemente
por ojos, boca, garganta,
dejando a su paso
sólo miel amarga.

Por favor, abrázame,
no me abandones
cuando, como alud,
sobrevenga el llanto
arrastrándolo todo,
corazón de luto
vientre desgarrado
tropel en el pecho
alma al descubierto.

Y cuando por fin
se cieguen mis ojos
para no ver más
el hermano muerto,
la tragedia inútil,
la esperanza huyendo,
permite que calle
ya secos los labios,
descanse la mano
de ademán abierto
y rehaga el paso
que se ha vuelto lento.

in Una isla en la isla (Premio Internacional de Poesía - Latin Heritage Foundation - EUA)

Da Série Kuasi haikai XLIV - Lota Moncada


19 jun. 2015

Saí voar - Lota Moncada

Versão em português do original em espanhol do meu poema Salí a volar (depois da foto).

Hoje não estou aqui.
Não estou por nada.
Não estou por ninguém.
Dissolveu-se o horizonte
e fui embora, de repente,
deixando ajeitados
- no meu lugar habitual -
roupa e sapatos, lápis
e papel. Apaguei a luz
e saí voar, por não
saber onde desaguar.

Hoje, nem mesmo estou em mim.
Deixei um cartaz: Voltarei?

Foto do recital Palavras Palabras, realizado no Miniauditório do Teatro Guaíra, durante o III CEPIAL: http://cepial.org.br/programacao/programacao_cultural  Curitiba, julho de 2012. Foto: Kely Kachimareck.


Hoy no estoy aquí.
No estoy por nada.
No estoy por nadie.
Se me disipó el horizonte
y me fui de repente,
dejando acomodados 
- en mi lugar habitual -
ropa y zapatos, lápiz 
y papel. Apagué la luz 
y salí a volar, por no saber 
donde desaguar. 

Hoy, ni siquiera estoy en mí.
Dejé un cartel: ¿Volveré?


Da Série kuasi haikai XLIII - L. Moncada

Clique na imagem para ampliar!

17 jun. 2015

Esqueci - L. Moncada



esqueci da tua pele
a umidade
no árido desencanto
e a frágil memória
(mal dos tempos
 embora em versos)
lhe esculpiu o epitáfio











4 jun. 2015

CineMito delirante - L. Moncada

Tento, neste instante, pentear os cabelos da Medusa, de olhos bem fechados e sem espelho -sem essa de virar pedra! - esperando por Perseu um tanto inquieta.

Penso – mas não desisto, já que pensar é gratuito - se as asas do Pégaso teriam sofrido algum dano, ou se perderia a hora abrindo a fonte Hipocrene a coices, o seu lado cavalo, afinal, alguma vez tem de aparecer!  

Bem, Andrômeda não perde por esperar, quando Perseu chegar virá exuberante de inspiração. Aman!

Ó, meus deuses! Eu é que ando precisando subir ao Hélicon! Beber a água das suas fontes, dançar um pouco também não seria ruim, viajar pelo mítico universo, bater um papo com as Musas...

O resto do elenco, já pronto, emite sinais de impaciência, se irrita, fuma...
Ainda bem que há um Sir (ele ainda vira Lorde!) no papel de Zeus. Além de bom ator, um perfeito cavalheiro!

Pelo andar da carroça, ou viro pedra e não rola (vamos dar uma trégua ao Sísifo...) ou a Fúria dos Titãs vai ter que se aquietar até 1981! Ou pior, esperar pela terrível homenagem aos Cavaleiros do Zodíaco do remake de 2010, esse sim, um titânico fracasso!

Mas também, quem me manda ser continuísta de cinema! Essa coisa de manter a harmonia não me fala ao coração!

Outra opção é deixar de querer ser estrela e virar logo constelação!

Sir Laurence Olivier, sendo Zeus no filme "Fúria de titãs" (Inglaterra, 1981),
em um intervalo da filmagem,  não resiste a uma bela xícara de chá.