18 nov. 2017

Te recuerdo / Lembro de ti - Lota Moncada


te recuerdo
poema inconcluso
te espero aquí
donde termina la marcha
y hay manos hay bocas
y el futuro existe
y todo es fuego otra vez
                                                                   *****

lembro de ti
poema inconcluso
aqui te espero
onde termina o caminho
e há mãos há bocas
e o futuro existe
e tudo é fogo outra vez

27 oct. 2017

Povo Prometeu - Lota Moncada em A voz pública da poesia blog de Ronald Augusto

Vamos a leer poesía política contemporánea de Brasil? Y no apenas leer, sino escribir, participar, debatir y lo que más pueda suceder!

Entren a la página del escritor, poeta, crítico y músico Ronald Augusto  y también al blog A voz pública da poesia  y después me cuentan!




15 oct. 2017

Cinco años de vida - de Mario Benedetti por Radioteatro del SODRE

Cinco años de vida, cuento de Mario Benedetti adaptado para el Radioteatro del Sodre -Servicio Oficial de Difusión Radiotelevisión y Espectáculos - Montevideo, Uruguay. 

Adaptación: Raquel Gutiérrez 
Dirección: Júver Salcedo 

Estrenado el 22/7/1994, con el siguiente reparto: 
Mirta: Lota Moncada 
La amiga: Graciela Gelós 
Claudia: Gladys Areta 
Raúl: Júver Salcedo 
Agustín: Ruben García 
Locución: Uruguay Cortazzo 
Técnico de grabación: Fernando Pareja

13 sept. 2017

El otro cielo de Julio Cortázar (parte 1 y 2) - Radioteatro del Sodre

Comparto con ustedes la única grabación que me quedó de los 4 años en los que fui parte del elenco oficial del radioteatro del Sodre - Servicio Oficial de Difusión Radio Eléctrica, Montevideo - Uruguay

La versión radial de Raquel Gutiérrez  de El otro Cielo de Julio Cortázar (en el libro Todos los fuegos el fuego, de 1967) tuvo la dirección de quien era, a la época, director del Radioteatro,  Juan Carlos Ivanov. Montevideo,1996.


29 jul. 2017

E ainda sobre Habito um país distante - Julio Moncada



Difíceis tempos levamos, e difíceis especialmente para a arte, a cultura, a educação, a saúde... 
Mas de vez em quando, alguém ligado e com certo poder para ajudar a divulgar os frutos do trabalho sério (e árduo) de fazer um livro, organizar, escrever, traduzir, levar a público, vender, porque é preciso divulgar, espalhar a vida que existe em cada um deles enfim, aparece para ajudar!

Neste caso se trata de Jaime Cimenti  jornalista  e escritor (entre outras profissões e habilidades!) no Jornal do Comércio de Porto Alegre. 
Agradeço sua nota sobre o lançamento de Habito um pais distante, antologia bilíngue do poeta chileno Julio Moncada, meu pai. 

O livro foi organizado por Ricardo Silvestrin e Lota Moncada, a quem coube também a responsabilidade da tradução dos poemas ao português,  editado por Artes & Ecos do também poeta Lucas Krüger, com projeto gráfico e diagramação de Roberto Schimtt-Prym.

O livro  está lindo!  E também está à venda pelo site da Artes & Ecos com frete grátis para todo o Brasil.


24 jul. 2017

Lançamento de Habito um país distante, 19.7.17

Uma das grandes emoções da minha vida, foi o lançamento da antologia bilíngue de Habito um país distante, do poeta chileno Julio Moncada, meu pai, dia 19 de julho de 2017, no Carmelita em Porto Alegre.
Ele faleceu no exílio em Paris, no dia 19 de julho de 1983, coincidências da vida! 

Edição (linda!) da Editora Artes&Ecos, organizada por Ricardo Silvestrin e por mim, Lota Moncada. A tradução dos poemas ao português também é minha.  No livro tem algumas fotos e um pouco da história. Confiram!



Neste link algumas fotos:  http://palavraspalabras.blogspot.com.br/p/fotos.html  e nestes o resto delas: 


15 jul. 2017

Convite: lançamento da antologia bilíngue, Habito um país distante


Habito um país distante é o primeiro lançamento do poeta chileno Julio Moncada no Brasil. O volume, publicado pela Editora Artes & Ecos, é uma antologia bilíngue espanhol-português. A organização do livro e a escolha dos poemas foi realizada por Ricardo Silvestrin e Lota Moncada, filha do poeta. A tradução é, também, autoria de Lota Moncada.
O livro será lançado, com sessão de autógrafos, no dia 19 de Julho de 2017,  no Carmelita (Travessa do Carmo, 54) em Porto Alegre. O evento irá acontecer entre as 19h e as 22h.






Trecho do prefácio da antologia, escrito por Ricardo Silvestrin 

"Em 1948, o poeta Pablo Neruda, perseguido pelo governo do presidente chileno Gabriel González Videla, lançou a Antología Popular de la Resistencia. Neruda escreveu todos os poemas do livro, mas assinou apenas alguns com seu nome. O restante atribuiu ao poeta chileno Julio Moncada, seu companheiro de geração, ao cubano Nicolás Guillén e a cinco escritores que ele inventou e os fez passar por verdadeiros.
            Moncada e Neruda também fizeram parte da Alianza de Intelectuales para la Defensa de la Cultura, junto a uma geração de artistas ativistas. No governo do presidente Salvador Allende, Julio Moncada foi nomeado Agregado Cultural na Embaixada de Montevidéu.
            Com o golpe militar no Chile, renunciou ao seu cargo e partiu para o exílio, primeiro em Buenos Aires e, mais tarde, em Paris, onde faleceu em 1983." 



30 jun. 2017

Habito un país distante / Habito um país distante, antologia bilíngue de poemas de Julio Moncada


Livro saindo do forno! Ficou pronta, e muito bonita, a antologia bilíngue de poemas de Julio Moncada (Chile, 1919 - França, 1983), meu pai. 
Organizada pelo poeta, professor, músico e amigo, Ricardo Silvestrin e por mim, dele é também o prefácio. A tradução ao português é minha

Publicada pela Editora Artes & Ecos, de Lucas Krüger, com projeto gráfico e diagramação de Roberto Schmitt-Prym.

A data e o local de lançamento já estão confirmados:  será no Carmelita  no dia 19 de julho, entre 19 h e 22 h! Haverá sessão de autógrafos, bate-papo e algum poema!
Enquanto isso, se quiserem ouvir o poema título da antologia, gravado por mim e em espanhol:





29 jun. 2017

O poema do poeta - Lota Moncada


Vale uma entrada no blog O poema do poeta do Marcelo Labes. Projeto original onde o processo da escrita é o foco, as "digitais do autor/ator" aparecem por onde se quiser olhar! E tem autores de montão, dos desconhecidos aos conhecidíssimos! 
Dá uma espiada e pode até criticar a letra se achar que vale!

24 jun. 2017

No me rijo / Não me sujeito - Lota Moncada


No me rijo   (grabado en español)

no me sujeto
a esas reglas
escribo y es
todo un reto

no me rijo
por el quebranto
canto
desafino y corrijo

a veces poema
a veces llanto
siempre dilema
escapo
a mi escondrijo

*****

Não me sujeito  

não me sujeito
a essas regras
escrevo e é
todo um desafio

não me guio  
pelo quebranto
canto
desafino e corrijo

às vezes poema
às vezes pranto
sempre dilema
escapo
ao meu esconderijo



21 jun. 2017

Poema XCI de Cólera buey - Juan Gelman



toda poesía es hostil al capitalismo
puede volverse seca y dura pero no
porque sea pobre sino
para no contribuir a la riqueza oficial
puede ser su manera de protestar de
volverse flaca ya que hay hambre
amarilla de sed y penosa
de puro dolor que hay puede ser que

en cambio abra los callejones del delirio y las bestias
canten atropellándose vivas de
furia de calor sin destino puede
ser que se niegue a sí misma como otra

manera de vencer a la muerte
así como se llora en los velorios
poetas de hoy
poetas de este tiempo

nos separaron de la grey no sé que será de nosotros
conservadores comunistas apolíticos cuando
suceda lo que sucederá pero
toda poesía es hostil al capitalismo

Cólera buey (1964)

2 jun. 2017

Vem embora - L. Moncada, conversando com Pedro Pedreiro...(Chico Buarque)


Poema meu, Vem embora,  arte da amiga poeta, Ive M. Soares e aqui:


a canção composta e interpretada pelo músico e amigo de longa data, Nilo Dörr

Vem embora pedreiro Pedro 
que esse trem é desespero, 
 quem espera nunca alcança 
 e a tardança te desanca,
te maltrata, mais e tanto 
- passo-rasteiro enredado - 
prende nos trilhos, estanca.

Apaga a luz e cai fora, 
larga essa vida pra lá,
tanto penseiro não presta,     
lá fora tem horizonte 
que dá espaço pra ilusão
é tanto espaço, tanta ilusão...

Aqui solidão é mato
que mata pelo descaso, 
mirra da pele pra dentro,
não carece embaçar também.

Junta a tralha, coisa pouca,
deixa essa espera pra lá,
que a viagem fica mais leve
quando se faz com amigo.

Vem comigo pedreiro Pedro, 
que esse trem já não vem, 
já não vem, já nem tem... 




A vida afinal - L. Moncada


13 may. 2017

O Projeto LOTA !

O projeto "LOTA" nasce no início do ano 2003 (isso não é bem verdade, eu nasci em 1948, mas eles só resolveram me homenagear em 2003, fazer o quê? Aceito!), quando a família Cousiño decidiu criar um vinho de classe mundial para celebrar seus 150 anos. 
Este Cabernet Sauvignon Merlot reúne as duas paixões da família: as minas de carvão (aqui tenho algumas restrições...) e a viticultura. É um vinho que conjuga tradição, história familiar e elegância.  

Lota 2010 foi premiado com 97 pontos e selecionado como “Mejor mezcla tinta chilena”. (Embora eu não seja muito “tinta”, agradeço o prêmio, eu mereço!)
De um extraordinário vermelho escarlate, limpo e sem sedimentos, este vinho apresenta aromas puros e delicados de cassis, framboesas silvestres e amoras maduras, com leves notas de canela e cedro. Possui bom corpo (confesso que já foi melhor...) e elegantes taninos que oferecem harmonia equilibrada por uma notável acidez (esta última nota é de alguém que me conhece bem!)

Em boca, é íntegro, mas com taninos aveludados (algo assim como a mão que bate é a mesma que afaga?!). É um vinho de excelência e grande qualidade. A temperatura ideal para ele (ela!) fica entre os 18°C e os 20°C (digamos que pode aumentar até 25°C).
É um vinho para pratos bem temperados e sofisticados como um filé  mignon ao alecrim e purê de maçã, com redução de Cabernet Sauvignon e batatas provençais. (Definitivamente a casa Cousiño Macul me conhece ...)

Só tem um porém: o preço! Aqui no Brasil uma única garrafa pode custar 
$450.  Ai gente, isso não é culpa minha não!😐



2 may. 2017

Queria tanto - Lota Moncada



queria tanto
ter palavras
brandas tenras
meigas doces
palavras lhanas
de esperançar
palavras amenas
para ninar

mas qual...
tudo o que
a garganta abriga
é grito silente
o avesso do verso
é fadiga  é ritual
de lenta despedida

28 mar. 2017

E novamente, aniversário de "grande número"!


Dia 27 de março, ontem, fiz aniversário! Um aniversário de "grande número". 

Grande número de anos, de experiências, grande número de peças de teatro, de viagens, grande número de amigos e de afetos! 

Fiquei pensando, dias antes do "evento" (que coincide com a minha mais fiel paixão, o Dia Internacional do Teatro), que estou ficando velha. De fato, estou. Estamos todos, os que não saíram do palco antes... 
Andava meio desanimada, com aquela coisa de dor aqui, dor ali, me sentindo meio sozinha, sem saber bem como encarar a coisa (afinal, nada nesta vida vem com “manual de instruções”!) e até sem vontade de festejar, de celebrar, como sempre fiz, ou fizeram pra mim, toda a minha vida.

Mas, acho que me enganei. Estou é ficando mais rica. Nestes 69 anos tenho tido muitas sortes! 

A primeira já nem sorte é, é privilégio: ter podido escolher o que queria fazer o resto da minha vida!
E não mudaria uma vírgula disso, mesmo que pudesse. Embora os tais problemas, as pobrezas, as incertezas, algumas decepções, e vários ponto e vírgula a mais!

E a segunda, esta sim, sorte da boa, a de ter conseguido fazer e manter, ao longo destes muitos anos, amigos inestimáveis, sem preço mesmo! Parceiros de vida, afetos sem prazo de validade. 

E cada qual a sua maneira, manifestou esse carinho dia 27, desde o seu canto a maioria - e bota canto nisso -  que tenho amigos espalhados por boa parte do planeta, do Chile ao Brasil, passando pelo Uruguai, Argentina,  Espanha, Japão, EUA, Portugal, Suécia, México, Holanda, França…  

“Yo tengo tantos hermanos que no los puedo contar”!

Aqui lhes deixo uma amostra do que quis dizer aí em cima, com esse papo todo! Espero que não tenham se cansado e leiam até o fim, vale a pena!

E aos mais de 300 amigos que deixaram suas mensagens, e que, juro, tentei responder um por um, mas devo ter pulado vários, porque, vocês entendem né!? a idade vem também com suas mazelas, a minha gratidão sincera e minha amizade incondicional! 
                                                                 Lota, 27.3.17










Paz, muita saúde e um poema para reflexão nesse dia tão especial. Um grande abraço. Antonio Thadeu Wojciechowski

Vida

um ano a mais
um ano a menos
que diferença faz
quando já somos
mais ou menos
mais suaves
mais sábios


mais fortes
mais justos
e de mais a mais
cromossomos

um ano a mais
um ano a menos
a vida é cais
e lá vão nossos sonhos:
barcos pequenos

um ano a mais
um ano a menos
lendo os sinais
nos esquecemos
e quando nos lembramos
é tarde demais

um ano amais
outro odiais
um ano demais
outro de menos
um ano tanto fez
outro tanto faz
um ano como nunca houve outro
um ano sem pagar e só levando o troco

um ano que vem
um ano que vai
e os mesmos ais
mais amenos

********************   ********************
Parabéns, felicidades mil. Arnaldo Sender.

Poema de Aniversário - Carlos Eduardo Drummond

Procurei no dicionário,
Com paciência e cuidado,
O real significado
Da palavra aniversário.
Aquele livro pesado, 
Mestre dos visionários,
"Pai dos burros" batizado,
Pareceu-me sectário,
Ao responder meu chamado.
Deveras decepcionado,
Joguei o meu dicionário
Na estante, empoeirado,
Para pregar, solitário,
O meu significado
Da palavra aniversário.
Diz assim, o verbete lendário,
Ontem, por mim criado:
"Aniversário: Espécie de relicário,
Muitíssimo bem guardado
Nas folhas do meu diário,
Dos versos que eu escrevi,
Com todo amor, e não li,
Durante o ano passado".


Se chegaram até aqui, devem concordar comigo: muitas sortes mesmo!

25 mar. 2017

Há palavras que nos beijam - Alexandre O´Neill


Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

E aqui o poema, belamente interpretado por essa gigante da música portuguesa, Mariza.
https://youtu.be/Up_EG7mvGoQ

20 mar. 2017

Inferno astral


Chega perto do meu aniversário e sempre fico pensando (tá, eu só penso uma vez por ano, entendeu!?) naquela velha frase, arremedo de plano completo de voo: "plantar uma árvore, ter um filho, escrever um livro." 

E a cada ano - mais próxima dentro da ilógica da vida - do fim, me proponho a mesma coisa! 
Já plantei uma árvore, já tive dois filhos, e nada de livro gente!? 

Então... Tou esperando o quê?! Um editor!?

Ah, sei lá, por enquanto vou substituindo o livro pelos Cds, e continuo pensando... 

Espero que não seja um livro póstumo!

5 mar. 2017

Ricardo Silvestrin, ao vivo

O escritor, músico, cantor, poeta Ricardo Silvestrin fala ao vivo no Facebook sobre a programação de março no Theatro do Abelardo do Vila Flores, "Ricardo no Abelardo"  

No dia 8 de março, começa a programação com show dos PoETs.
No dia 15 Dois Pontos (ver aqui debaixo) poemas para duas vozes de Ricardo Silvestrin, que apresentaremos juntos. 
Ingressos no local. Esperamos vocês!


21 dic. 2016

Dias difíceis - Lota Moncada

Hoje é um dia bem difícil.

Já sei, já sei, a vida é difícil, este ano tem sido muito difícil. O século xx mais o que vai do xxi completaram este ano a mesma duração que  a Guerra dos 100 anos (que, como sabem, durou 116 ...), só sem as monarquias daquela época, e talvez, com consequências bem piores e por motivos torpes.
Mas voltando a nossa pequena terra em órbita, e mais especificamente ao nosso quintal, temos um dia de impotência e luto; de absurdos inacreditáveis; de idiotismo completo, total e sem cura; de desânimo sem redenção.
E pairando no ar, formando aquela densa nuvem de perplexidade, ficam as perguntas: o que podemos fazer realmente? O que devemos fazer? Como? Com quem?

Por outra parte, também acontecem  boas coisas, pequenas talvez diante da magnitude dos fatos que vivemos e da absoluta incerteza de um futuro razoável, mas coisas feitas por nós, seres humanos que reivindicamos nossa condição todos os dias, com muito trabalho e dedicação, e frequentemente sem qualquer reconhecimento,  como o lançamento  de um livro, hoje, neste caso, a antologia Blasfêmeas: mulheres de palavra, um belo trabalho conjunto, se quiserem ver mais, aqui: https://www.facebook.com/events/230745147360683/

E não, não estou “usando” a terrível situação que vivemos em “proveito próprio”, e nem procurando a  autocomiseração, ao contrário, num momento assim, lembro muito de um escritor a quem admiro como tal, mas com quem nunca concordei com suas posições políticas (bastante mutáveis por sinal!) embora reconheça nele momentos de grande lucidez, o peruano Mario Vargas Llosa: “ Só um idiota pode ser completamente feliz.”
E ainda me pergunto se não se poderia acrescentar: “E talvez, um canalha.”


5 dic. 2016

Blasfêmeas: mulheres de palavras


Aqui fica o convite para o lançamento, hoje, 21 de dezembro, de Blasfêmeas mulheres de palavra. 
Bem contente de estar lá com três poemas: Poesia errante, Kuasi haikai e Poemeto psicologista.

Antologia organizada por Marilia Kubota e Rita Lenira Bittencourt, reunindo 64 poetas que vêm publicando no Brasil a partir da década de 1990. 
O projeto gráfico, diagramação e capa são de Roberto Schmitt-Prym da Editora Bestiário. 
A coordenação editorial e a edição são da Laís Chaffe da Casa Verde. 


14 sept. 2016

No me rijo / Não me sujeito - Lota Moncada


No me rijo  

no me sujeto
a esas reglas
escribo y es
todo un reto

no me rijo
por el quebranto
canto
desafino y corrijo

a veces poema
a veces llanto
siempre dilema
escapo
a mi escondrijo

*****

Não me sujeito  

não me sujeito
a essas regras
escrevo e é
todo um desafio

não me guio  
pelo quebranto
canto
desafino e corrijo

às vezes poema
às vezes pranto
sempre dilema
escapo
ao meu esconderijo




13 sept. 2016

Dias - Lota Moncada

tem dias sim
tem dias não
dias quase
talvez quiçá
dias assim
assado cozido
dias que tais
pra lá de Bagdá
dias mortais
dias noites
baços borralha
dias atrás
dias já era
dias e aí?

e os que
ainda virão
esses dias
sem ais

serão? 

Composição e interpretação Ronald J. Magalhães

11 sept. 2016

Te recuerdo Amanda - Víctor Jara (Chile, 1932- 1973)

Víctor Jara (Chile, 1932 - 1973). Siempre vivo en la memoria de los que luchan por la libertad!

Luego del golpe de Estado que derrocó al gobierno, democráticamente electo de Salvador Allende, el 11 de setiembre de 1973, Jara fue detenido por las fuerzas represivas de la dictadura militar recién establecida. Fue torturado y posteriormente asesinado en el antiguo Estadio Chile, que con el retorno de la democracia fue renombrado «Estadio Víctor Jara».
Esta  canción, Te recuerdo Amanda, la compuso en 1969, cuando todavía era director artístico del emblemático grupo Quilapayún, un sentido homenaje a los obreros de nuestro pueblo.

5 sept. 2016

Sem resposta - Lota Moncada (agosto, 2016)


quanto sofrimento
cabe num só peito?

quantas dores contam
os dedos de uma mão?

quantos golpes leva
um corpo até cair?

quanta realidade para
revogar um sonho?

quantos silêncios
emudecem um coração?

quanta vida é preciso
para matar uma morte?

quantas perguntas para
ficar sem uma resposta.