20 abr. 2018

Feliz cumpleaños hijo mío!


 Hoje meu amor maior faz 29 anos! Ou como diria uma querida amiga de Uruguai, "minha melhor obra"! Obrigada Bruno Moncada, por você ser quem é e como é, mesmo que às vezes a gente tenha algumas "diferenças de opinião"! A gente é de Áries, né? E muito parecidos e muito diferentes! Feliz aniversário, FELIZ VIDA! 

E a letra da canção "Esos locos bajitos" de Joan Manuel Serrat, que me emociona até a medula, sempre, e acho que vale a pena ler! 

A menudo los hijos se nos parecen,
y así nos dan la primera satisfacción; 
ésos que se menean con nuestros gestos, 
echando mano a cuanto hay a su alrededor. 
 Esos locos bajitos que se incorporan 
 con los ojos abiertos de par en par, 
 sin respeto al horario ni a las costumbres
 y a los que, por su bien, (dicen) hay que domesticar. 

 Niño, deja ya de joder con la pelota. 
Niño, que eso no se dice, que eso no se hace, 
que eso no se toca. 

Cargan con nuestros dioses y nuestro idioma, 
 con nuestros rencores y nuestro porvenir. 
 Por eso nos parece que son de goma 
y que les bastan nuestros cuentos para dormir. 
 Nos empeñamos en dirigir sus vidas 
 sin saber el oficio y sin vocación. 
 Les vamos trasmitiendo nuestras frustraciones
 con la leche templada y en cada canción. 

Niño, deja ya de joder con la pelota... (refrão) 

Nada ni nadie puede impedir que sufran, 
 que las agujas avancen en el reloj,  
que decidan por ellos, que se equivoquen, 
 que crezcan y que un día nos digan adiós.

26 mar. 2018

O que significa um aniversário? - Lota Moncada


Como alguns sabem, dia 27 de março é o meu aniversário. Adoro comemorar!

Talvez por ser a única filha, durante mais de 18 anos, e também a única neta mulher de ambos os lados da família, desde que me lembro com nariz (e não é pouco tempo...) o meu aniversário sempre foi comemorado! 

Minhas lembranças mais remotas voam e mudam de país, mas sempre há balões, chapeuzinhos, e principalmente, bolo com velinhas, acompanhando essas viagens!  
E claro, pessoas queridas me rodeando, mãe, pai, avós, primos, amigos grandes e pequenos, o carinho solto no ar, as canções tradicionais, os presentes, as brincadeiras, os puxões de orelha, e muita energia boa solta no ar!

Talvez algumas pessoas se perguntem, por que comemorar o aniversário? Por que celebrar uma data que no fundo, só tem mesmo importância, e relativa, para cada um?
Talvez porque tenha virado um hábito, um hábito alegre, pleno de significado e emoção; porque a passagem do tempo nos ensina rapidinho que “não temos a vida assegurada” e a porta de saída está sempre aberta... Talvez porque goste de me sentir especial, ao menos um dia por ano; talvez porque goste de festa mesmo (isso deve fazer parte do meu lado chileno), adoro receber amigos, abraços, lembranças,  fazer comidinhas para corresponder a esse afeto, arrumar a casa, dispor o ambiente para a celebração da vida!

Podem achar que é só vaidade, egocentrismo, coisa de filha única.  Até pode ser, mas conheço várias pessoas que não curtem tudo isso, e francamente, acho bem mais egoísta, porque - entre outras coisas na vida - é necessário aprender a receber afeto e a ficar feliz com isso.  Sempre achei receber bastante mais difícil do que oferecer ou demonstrar carinho! Talvez porque dar nos faça sentir bons, altruístas, amáveis...

Fazer anos, completar um ciclo, é um ótimo momento para fazer uma pequena pausa na corrida maluca e pensar naquilo que foi feito até esse instante, naquilo com que ainda se sonha, se é que ainda se sonha...  Bom momento para abraçar a si mesmo e ser condescendente por um dia; se perdoar erros cometidos, uma e outra vez, e acreditar que naquele dia pode começar tudo de novo e será possível acertar!  E errar de novo tantas vezes quantas forem necessárias, ou impossíveis de evitar!

Nasci em março, ao sul do mundo, início do outono (minha estação preferida!), sob o signo de Áries, apressada, inquieta, impaciente, brigona, franca até o exagero, às vezes com o tato de um elefante, outras, delicada como uma joaninha, mas também amiga dos amigos, mão aberta e solidária, sempre disponível para quem também se mostrar assim, pouco apegada ao material, bem falante, mas um ouvido e ombro atentos para quem precisar.

Por que seria vaidade apenas celebrar mais um ano, um dia, uma conjunção astral,  um momento raro? Se é uma oportunidade a mais para colocar para fora o afeto, algum talento, o amor pela vida. Por que não se dar a oportunidade de sentir que, se você foi aquilo que acredita ser, o mundo (e claro, as pessoas!) se encarregará de confirmá-lo através do carinho, da forma que for, com mensagens, bolinhos, balões, cumprimentos, telefonemas, bons desejos, abraços e amor!
Fundamental amor esse, que se materializa e permite que nos sintamos nascendo a cada aniversário, plenos de energias renovadas, porque a gente sabe, como diz o tango Uno: " Sabe que la lucha es cruel y es mucha, pero lucha y se desangra por la fe que lo empecina".

Ah, sim, e  hoje é mais do que especial porque celebrarei os meus 70. Cruzes! Como cheguei a tanto?

E como diria o meu querido Polaco da Barreirinha (Antonio Thadeu Wojciechowski ) num poema com que me presenteou há alguns anos, mas continua a cada dia mais válido:

 (...) 
feliz daquele que puder
olhar para trás
e rever as maravilhas
dos seus melhores momentos
em câmera lenta.




Lota Moncada
Porto Alegre, 27 de março de 2018.

17 feb. 2018

Tenho um quarto - Lota Moncada (17.2.18)


tenho um quarto
fechado
não completamente  
trancado
sete chaves seria
exagero
há frestas por onde
escapam
maus dias lembranças
clamores
pequenos monstros
morcegos
que vez em quando
voejam
cegos num destino
certeiro
o quarto já não tem porta
concreta
apenas um campo de força
magnético
que tanto isola quanto atrai
aliciante
às vezes nos olhamos
reticentes
ele tão resguardado
sempre
eu um pouco acanhada  
receosa
mas um dia me sinto forte
madeira
da que não se imanta
e
no seu vão me jogo inteira






  





28 ene. 2018

Hay días sí... Hay días no... Pero siempre hay recuerdos!

Hoy está el día para las últimas fotos... Acabo de enterarme que mi gran amigo, querido director de tantos trabajos juntos, en teatro y en el radioteatro, Júver Salcedo murió hace unas horas, en Montevideo. 
En esta, la que sería la última foto juntos (noviembre de 2014), estamos en su casa de Montevideo, junto a su mujer y compañera de una vida y de teatro Lilián Olhagaray. 



Fue un almuerzo encantador, como de resto siempre fueron, a pesar de que las circunstancias ya en ese momento no eran las mejores. 

 Pero hoy estoy triste, muy triste. Y tal vez no debería, teniendo tanto y tantos buenos momentos y maravillosos trabajos qué recordar como los de aquí en Brasil, en Curitiba, donde me dirigió en 3 espectáculos (responsable por dos de mis premios como Mejor Actriz) y ahí en Montevideo en donde por varios años trabajé con ellos, en el Teatro de La Gaviota y en el Radioteatro del Sodre al que accedí por concurso, cuando hubo finalmente un llamado y Júver, entonces director del Radioteatro, me llamó para avisarme e instarme a que me presentara!  Entré junto a mis compañeros actores, Félix Correa y Héctor Guido, integrante de El Galpón. 

En fin, tendría mucho para escribir, pero voy a resumir diciendo que soy egoísta y que no puedo menos que sufrir y llorar las ausencias, las partidas, las soledades.  Que voy a extrañar, y mucho, tu respuesta de siempre: PURA VIDA! a la pregunta Cómo estás? 

Que la gira será un éxito no me cabe duda querido Júver! Nos vemos en cualquier momento!

À margem da vida (El zoo de cristal ) de T. Williams em sua versão em português, primeiro espetáculo que Júver Salcedo dirigiu  pra gente em Curitiba, no Guairinha, 1978.



    

A Rainha do Rádio monólogo de José Safiotti Filho  dirigida por Júver Salcedo (em 15 dias e intercalando e ensaiando em viagens de "Alzira Power" porque os direitos de Como sobreviver ao matrimônio não tinham chegado!) que estreamos no Teatro Paiol, Curitiba, 1979.






Em Como sobreviver ao matrimônio tradução minha ao português do original El cepillo de dientes, de Jorge Díaz, direção de Júver Salcedo. Curitiba, Guairinha, 1980. Cartaz da peça de Dante Mendonça.





Aqui um link para o a adaptação para Radioteatro de Raquel Gutiérrez do conto "Cinco años de vida" de Mario Benedetti. 

Dirección: Júver Salcedo

Elenco

Mirta: Lota Moncada,

La amiga: Graciela Gelós

Claudia: Gladys Areta

Raúl: Júver Salcedo

Agustín: Ruben García

Locución: Uruguay Cortazzo

Técnico de grabación: Fernando Pareja

Estreno: 22/07/1994    Capítulo único









11 ene. 2018

João por Carlos...

Um Chamado João -  Carlos Drummond de Andrade (Poema publicado no jornal Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 22 nov. 1967, três dias após a morte de João Guimarães Rosa)

João era fabulista
fabuloso
fábula?
Sertão místico disparando
no exílio da linguagem comum?

“Projetava na gravatinha
a quinta face das coisas
inenarrável narrada?
Um estranho chamado João
para disfarçar, para farçar
o que não ousamos compreender?”

Tinha pastos, buritis plantados
no apartamento?
no peito?
Vegetal ele era ou passarinho
sob a robusta ossatura com pinta
de boi risonho?

Era um teatro
e todos os artistas
no mesmo papel,
ciranda multívoca?

João era tudo?
tudo escondido, florindo
como flor é flor, mesmo não semeada?
Mapa com acidentes
deslizando para fora, falando?
Guardava rios no bolso
cada qual em sua cor de água
sem misturar, sem conflitar?

E de cada gota redigia
nome, curva, fim,
e no destinado geral
seu fado era saber
para contar sem desnudar
o que não deve ser desnudado
e por isso se veste de véus novos?

Mágico sem apetrechos,
civilmente mágico, apelador
de precípites prodígios acudindo
a chamado geral?
Embaixador do reino
que há por trás dos reinos,
dos poderes, das
supostas fórmulas
de abracadabra, sésamo?
Reino cercado
não de muros, chaves, códigos,
mas o reino-reino?

Por que João sorria
se lhe perguntavam
que mistério é esse?
E propondo desenhos figurava
menos a resposta que
outra questão ao perguntante?

Tinha parte com… (sei lá
o nome) ou ele mesmo era
a parte de gente
servindo de ponte
entre o sub e o sobre
que se arcabuzeiam
de antes do princípio,
que se entrelaçam
para melhor guerra,
para maior festa?
Ficamos sem saber o que era João
e se João existiu
de se pegar.

Na foto, Carlos Drummond de Andrade, João Guimarães Rosa e Manuel Bandeira.

28 nov. 2017

Los viejos - Julio Moncada

Los cuentos-poemas de esta edición especial, numerada, limitada a 150 ejemplares e ilustrada por Enrique Fernández, fueron publicados en el libro "Poemas de Malvín", Ediciones del Ángel No, Montevideo- 1967.

Mi padre vivió durante algunos años de su vida montevideana en una casita en frente a la Plaza de los Olímpicos. Una casa de altos, sobre un almacén, el almacén de Ignacio. 
La (con)vivencia con el barrio, sus personas y personajes, le inspiraron esta obra, bella y delicada, traspasada por la ternura.
Estos poemas no entraron en la antologia bilíngue (español - portugués, publicada por la Editora Artes&Ecos, y presentado en Porto Alegre - Brasil, en julio del 2017)  "Habito un país distante", organizada por el poeta, músico, profesor y  amigo, Ricardo Sivestrin y por mí, que también traduje los poemas al portugués, porque son en sí una unidad, y merecerían una edición nueva, y propia.

18 nov. 2017

Te recuerdo / Lembro de ti - Lota Moncada


te recuerdo
poema inconcluso
te espero aquí
donde termina la marcha
y hay manos hay bocas
y el futuro existe
y todo es fuego otra vez
                                                                   *****

lembro de ti
poema inconcluso
aqui te espero
onde termina o caminho
e há mãos há bocas
e o futuro existe
e tudo é fogo outra vez

27 oct. 2017

Povo Prometeu - Lota Moncada em A voz pública da poesia blog de Ronald Augusto

Vamos a leer poesía política contemporánea de Brasil? Y no apenas leer, sino escribir, participar, debatir y lo que más pueda suceder!

Entren a la página del escritor, poeta, crítico y músico Ronald Augusto  y también al blog A voz pública da poesia  y después me cuentan!




15 oct. 2017

Cinco años de vida - de Mario Benedetti por Radioteatro del SODRE

Cinco años de vida, cuento de Mario Benedetti adaptado para el Radioteatro del Sodre -Servicio Oficial de Difusión Radiotelevisión y Espectáculos - Montevideo, Uruguay. 

Adaptación: Raquel Gutiérrez 
Dirección: Júver Salcedo 

Estrenado el 22/7/1994, con el siguiente reparto: 
Mirta: Lota Moncada 
La amiga: Graciela Gelós 
Claudia: Gladys Areta 
Raúl: Júver Salcedo 
Agustín: Ruben García 
Locución: Uruguay Cortazzo 
Técnico de grabación: Fernando Pareja

13 sept. 2017

El otro cielo de Julio Cortázar (parte 1 y 2) - Radioteatro del Sodre

Comparto con ustedes la única grabación que me quedó de los 4 años en los que fui parte del elenco oficial del radioteatro del Sodre - Servicio Oficial de Difusión Radio Eléctrica, Montevideo - Uruguay

La versión radial de Raquel Gutiérrez  de El otro Cielo de Julio Cortázar (en el libro Todos los fuegos el fuego, de 1967) tuvo la dirección de quien era, a la época, director del Radioteatro,  Juan Carlos Ivanov. Montevideo,1996.


29 jul. 2017

E ainda sobre Habito um país distante - Julio Moncada



Difíceis tempos levamos, e difíceis especialmente para a arte, a cultura, a educação, a saúde... 
Mas de vez em quando, alguém ligado e com certo poder para ajudar a divulgar os frutos do trabalho sério (e árduo) de fazer um livro, organizar, escrever, traduzir, levar a público, vender, porque é preciso divulgar, espalhar a vida que existe em cada um deles enfim, aparece para ajudar!

Neste caso se trata de Jaime Cimenti  jornalista  e escritor (entre outras profissões e habilidades!) no Jornal do Comércio de Porto Alegre. 
Agradeço sua nota sobre o lançamento de Habito um pais distante, antologia bilíngue do poeta chileno Julio Moncada, meu pai. 

O livro foi organizado por Ricardo Silvestrin e Lota Moncada, a quem coube também a responsabilidade da tradução dos poemas ao português,  editado por Artes & Ecos do também poeta Lucas Krüger, com projeto gráfico e diagramação de Roberto Schimtt-Prym.

O livro  está lindo!  E também está à venda pelo site da Artes & Ecos com frete grátis para todo o Brasil.


24 jul. 2017

Lançamento de Habito um país distante, 19.7.17

Uma das grandes emoções da minha vida, foi o lançamento da antologia bilíngue de Habito um país distante, do poeta chileno Julio Moncada, meu pai, dia 19 de julho de 2017, no Carmelita em Porto Alegre.
Ele faleceu no exílio em Paris, no dia 19 de julho de 1983, coincidências da vida! 

Edição (linda!) da Editora Artes&Ecos, organizada por Ricardo Silvestrin e por mim, Lota Moncada. A tradução dos poemas ao português também é minha.  No livro tem algumas fotos e um pouco da história. Confiram!



Neste link algumas fotos:  http://palavraspalabras.blogspot.com.br/p/fotos.html  e nestes o resto delas: 


15 jul. 2017

Convite: lançamento da antologia bilíngue, Habito um país distante


Habito um país distante é o primeiro lançamento do poeta chileno Julio Moncada no Brasil. O volume, publicado pela Editora Artes & Ecos, é uma antologia bilíngue espanhol-português. A organização do livro e a escolha dos poemas foi realizada por Ricardo Silvestrin e Lota Moncada, filha do poeta. A tradução é, também, autoria de Lota Moncada.
O livro será lançado, com sessão de autógrafos, no dia 19 de Julho de 2017,  no Carmelita (Travessa do Carmo, 54) em Porto Alegre. O evento irá acontecer entre as 19h e as 22h.






Trecho do prefácio da antologia, escrito por Ricardo Silvestrin 

"Em 1948, o poeta Pablo Neruda, perseguido pelo governo do presidente chileno Gabriel González Videla, lançou a Antología Popular de la Resistencia. Neruda escreveu todos os poemas do livro, mas assinou apenas alguns com seu nome. O restante atribuiu ao poeta chileno Julio Moncada, seu companheiro de geração, ao cubano Nicolás Guillén e a cinco escritores que ele inventou e os fez passar por verdadeiros.
            Moncada e Neruda também fizeram parte da Alianza de Intelectuales para la Defensa de la Cultura, junto a uma geração de artistas ativistas. No governo do presidente Salvador Allende, Julio Moncada foi nomeado Agregado Cultural na Embaixada de Montevidéu.
            Com o golpe militar no Chile, renunciou ao seu cargo e partiu para o exílio, primeiro em Buenos Aires e, mais tarde, em Paris, onde faleceu em 1983." 



30 jun. 2017

Habito un país distante / Habito um país distante, antologia bilíngue de poemas de Julio Moncada


Livro saindo do forno! Ficou pronta, e muito bonita, a antologia bilíngue de poemas de Julio Moncada (Chile, 1919 - França, 1983), meu pai. 
Organizada pelo poeta, professor, músico e amigo, Ricardo Silvestrin e por mim, dele é também o prefácio. A tradução ao português é minha

Publicada pela Editora Artes & Ecos, de Lucas Krüger, com projeto gráfico e diagramação de Roberto Schmitt-Prym.

A data e o local de lançamento já estão confirmados:  será no Carmelita  no dia 19 de julho, entre 19 h e 22 h! Haverá sessão de autógrafos, bate-papo e algum poema!
Enquanto isso, se quiserem ouvir o poema título da antologia, gravado por mim e em espanhol:





29 jun. 2017

O poema do poeta - Lota Moncada


Vale uma entrada no blog O poema do poeta do Marcelo Labes. Projeto original onde o processo da escrita é o foco, as "digitais do autor/ator" aparecem por onde se quiser olhar! E tem autores de montão, dos desconhecidos aos conhecidíssimos! 
Dá uma espiada e pode até criticar a letra se achar que vale!

24 jun. 2017

No me rijo / Não me sujeito - Lota Moncada


No me rijo   (grabado en español)

no me sujeto
a esas reglas
escribo y es
todo un reto

no me rijo
por el quebranto
canto
desafino y corrijo

a veces poema
a veces llanto
siempre dilema
escapo
a mi escondrijo

*****

Não me sujeito  

não me sujeito
a essas regras
escrevo e é
todo um desafio

não me guio  
pelo quebranto
canto
desafino e corrijo

às vezes poema
às vezes pranto
sempre dilema
escapo
ao meu esconderijo



21 jun. 2017

Poema XCI de Cólera buey - Juan Gelman



toda poesía es hostil al capitalismo
puede volverse seca y dura pero no
porque sea pobre sino
para no contribuir a la riqueza oficial
puede ser su manera de protestar de
volverse flaca ya que hay hambre
amarilla de sed y penosa
de puro dolor que hay puede ser que

en cambio abra los callejones del delirio y las bestias
canten atropellándose vivas de
furia de calor sin destino puede
ser que se niegue a sí misma como otra

manera de vencer a la muerte
así como se llora en los velorios
poetas de hoy
poetas de este tiempo

nos separaron de la grey no sé que será de nosotros
conservadores comunistas apolíticos cuando
suceda lo que sucederá pero
toda poesía es hostil al capitalismo

Cólera buey (1964)

2 jun. 2017

Vem embora - L. Moncada, conversando com Pedro Pedreiro...(Chico Buarque)


Poema meu, Vem embora,  arte da amiga poeta, Ive M. Soares e aqui:


a canção composta e interpretada pelo músico e amigo de longa data, Nilo Dörr

Vem embora pedreiro Pedro 
que esse trem é desespero, 
 quem espera nunca alcança 
 e a tardança te desanca,
te maltrata, mais e tanto 
- passo-rasteiro enredado - 
prende nos trilhos, estanca.

Apaga a luz e cai fora, 
larga essa vida pra lá,
tanto penseiro não presta,     
lá fora tem horizonte 
que dá espaço pra ilusão
é tanto espaço, tanta ilusão...

Aqui solidão é mato
que mata pelo descaso, 
mirra da pele pra dentro,
não carece embaçar também.

Junta a tralha, coisa pouca,
deixa essa espera pra lá,
que a viagem fica mais leve
quando se faz com amigo.

Vem comigo pedreiro Pedro, 
que esse trem já não vem, 
já não vem, já nem tem... 




A vida afinal - L. Moncada


13 may. 2017

O Projeto LOTA !

O projeto "LOTA" nasce no início do ano 2003 (isso não é bem verdade, eu nasci em 1948, mas eles só resolveram me homenagear em 2003, fazer o quê? Aceito!), quando a família Cousiño decidiu criar um vinho de classe mundial para celebrar seus 150 anos. 
Este Cabernet Sauvignon Merlot reúne as duas paixões da família: as minas de carvão (aqui tenho algumas restrições...) e a viticultura. É um vinho que conjuga tradição, história familiar e elegância.  

Lota 2010 foi premiado com 97 pontos e selecionado como “Mejor mezcla tinta chilena”. (Embora eu não seja muito “tinta”, agradeço o prêmio, eu mereço!)
De um extraordinário vermelho escarlate, limpo e sem sedimentos, este vinho apresenta aromas puros e delicados de cassis, framboesas silvestres e amoras maduras, com leves notas de canela e cedro. Possui bom corpo (confesso que já foi melhor...) e elegantes taninos que oferecem harmonia equilibrada por uma notável acidez (esta última nota é de alguém que me conhece bem!)

Em boca, é íntegro, mas com taninos aveludados (algo assim como a mão que bate é a mesma que afaga?!). É um vinho de excelência e grande qualidade. A temperatura ideal para ele (ela!) fica entre os 18°C e os 20°C (digamos que pode aumentar até 25°C).
É um vinho para pratos bem temperados e sofisticados como um filé  mignon ao alecrim e purê de maçã, com redução de Cabernet Sauvignon e batatas provençais. (Definitivamente a casa Cousiño Macul me conhece ...)

Só tem um porém: o preço! Aqui no Brasil uma única garrafa pode custar 
$450.  Ai gente, isso não é culpa minha não!😐